domingo, 30 de junho de 2013

Ana e o beijo francês

Olá! Hoje trago uma nova crítica para os meus seguidores: "Anna e o beijo francês" de Stephanie Perkins.

          Sinopse: Anna Oliphant foi obrigada pelo pai a acabar o seu último ano de secundário em Paris perdendo todas as coisas boas que tinha em Atlanta. Mas as coisas no colégio parisiense começam a melhorar quando conhece Étienne St. Clair, "um rapaz deslumbrante - que tem namorada". As coisas começam a complicar-se quando Anna e ele começam a desenvolver uma relação de grande amizade.

          Minha crítica: Quis ler este livro porque soube que ele estava a fazer grande sucesso nos Estados Unidos e fiquei curiosa. O livro deixou-me um bocadinho decepcionada porque acabou por ser uma historinha daquelas básicas em que a rapariga conhece o rapaz e depois de muitos problemas ficam juntos. Não gostei muito das personagens: Anna (para mim) fazia uma tempestade num copo de água acerca de muitas situações e Étienne St. Clair era um rapaz romântico e lamechas de mais (a minha opinião). O livro estava bem escrito embora a tradução tenha alguns erros como a falta de letras ou erros gramaticais. Outra coisa que não gostei no livro foi o facto das duas personagens principais terem problemas com o pai da família: suou-me um bocado falso e dava a sensação de que a escritora tinha uma relação não-resolvida com o próprio pai e estava a tentar "despejar" nas personagens X)

Enfim, espero que tenham gostado (o máximo que se pode gostar numa crítica deste género) e só porque não gostei do livro não quer dizer que vocês não gostem ; ) Dêem-me  sugestões do que querem ver mais no blog este verão e os vossos planos de leituras futuras, por favor = ) Boas Leituras

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Excertos Preferidos 7

Olá! Mais uns excertos preferidos para os meus leitores :)


  • The Perks of Being a Wallflower de Stephen Chbosky 

"I walk around the school hallways and look at the people. I look at the teachers and wonder why they're here. If they like their jobs. Or us. And I wonder how smart they were when they were fifteen. Not in a mean way. In a curious way. It's like looking at all the students and wondering who's had their heart broken that day, and how they are able to cope with having three quizzes and a book report on top of that. Or wondering who did the heart breaking. And wondering why. Especially since I know that if they went to another school, the person who had their heart broken would have had their heart broken by somebody else, so why does it have to be so personal?"
(Ando nos corredores e olho para as pessoas. Vejo os professores e pergunto-me porque é que eles estão aqui. Se gostam do seu trabalho. De nós. E pergunto-me o quão inteligentes seriam quando tinham 15 anos. Não de uma maneira má. De uma maneira curiosa. É como olhar para todos os estudantes e pensar quem é que teve o coração partido naquele dia, e como são capazes de lidar com três questionários e um relatório de um livro ao mesmo tempo. Ou pensar quem é que causou o coração partido. E perguntar porquê? Especialmente sabendo que se fossem para outra escola, a pessoa que lhes partiu o coração já teve o coração partido por outra pessoa, por isso porque é que tem de ser tão pessoal?)

"I just think it's bad when a boy looks at a girl and thinks that the way he sees the girl is better than the girl actually is. And I think it's bad when the most honest way a boy can look at a girl is through a camera."

(Eu só penso que é mau quando um rapaz olha para uma rapariga e pensa que a maneira como a vê é melhor do que o que ela é realmente. E penso que é mau quando a maneira mais honesta de um rapaz olhar para uma rapariga é através de uma câmara.)

"As I was walking up the stairs to my dad's old room, and I was looking at the old photographs, I started thinking that there was a time when these weren't memories. That someone actually took that photograph, and the people in the photograph had just eaten lunch or something."

(Enquanto subia as escadas até ao quarto antigo do meu pai e olhava para as velhas fotografias, comecei a pensar que houve um tempo em que estas não eram memórias. Alguém tirou de facto aquela fotografia, e as pessoas na fotografia tinham acabado de almoçar ou qualquer coisa assim.)


  • Um Pequeno Escândalo de Patricia Cabot
"(...) alguns livros são tão bons que queremos lê-los uma e outra vez. Afeiçoamo-nos a eles. Tornam-se... bom, tornam-se um pouco a nossa família. (...) Depois de os lermos tantas vezes, é impossível não começarmos a vê-los como membros da família... Familiares dedicados, nos quais podemos confiar e que nunca nos desiludirão. Abri-los de novo é como fazer uma visita a uma tia ou... aninharmo-nos no colo de um adorado avô."

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Um Pequeno Escândalo

Olá! Hoje trago a crítica do livro de Patricia Cabot (pseudónimo de Meg Cabot), "Um Pequeno Escândalo"

          Sinopse: Kate Mayhew é contratada para ser dama de companhia de Isabel, a filha mimada e obstinada de Burke Traherne. O marquês fica assim "dividido entre saber que ela é exatamente aquilo de que Isabel precisa mas, para ele, a pior tentação possível". Kate ameaça a independência que Burke ganhou no dia em que encontrou a ex-mulher com um amante e jurou nunca mais casar. Ao aceitar a proposta de trabalho, Kate enfrenta dois perigos: "a atração irresistível por um homem que abdicou do amor, e um encontro com o seu próprio passado... que ela não pode manter secreto para sempre."

          Minha Crítica: Gostei deste livro como acontece com todos da Meg Cabot. Além do romance principal, é um livro cheio de mistério com os segredos que as personagens escondem que mantêm o leitor curioso até ao fim. Explora os rumores da sociedade da época, vendo o lado bom e mau dos mexericos. As personagens são hilariantes, como um verdadeiro livro à Meg Cabot. A edição portuguesa tornou o livro um bocado "foleiro" (não gosto muito da capa xD) e se não soubesse que o livro era de Meg Cabot, acho que nunca o ia ler.

Aconselho este livro a todos aqueles que gostam de estórias passadas noutro tempo histórico cheias de romance e suspense. Boas Leituras =)


sábado, 18 de maio de 2013

Os Maias

Olá! Eu sei, já não venho ao Blog há algum tempo, estas últimas semanas na escola têm sido mesmo preenchidas e stressantes, mas agora que estou um bocadinho mais livre posso dedicar mais tempo aos meus seguidores :D Entretanto, hoje trago-vos a crítica a "Os Maias" de Eça de Queirós.

          Sinopse: "Os Maias" passa-se em Lisboa e conta-nos a estória de três gerações da família Maia. A ação principal centra-se na estória de Carlos da Maia e a sua relação "incestuosamente involuntária" que partilha com a irmã, Maria da Maia. 

          Minha crítica: Ainda não acabei de ler "Os Maias" e embora seja errado fazer uma crítica, do que quer que seja, sem antes ter acabado não vos queria fazer esperar muito. Eça de Queirós era um génio com as palavras e nenhum dos pormenores de "Os Maias" é por acaso. É um livro de crítica à sociedade da época (com algumas coisas que se podem ainda criticar agora) cheio de uma ironia subtil. As personagens são engraçadas e têm caraterísticas que se podem relacionar com pessoas da vida real. O romance entre Carlos e Maria não é o típico romance de livros (eles são irmãos, não é muito comum :s XD) e devo confessar que essa foi a parte que me meteu mais impressão por serem irmãos e essas cenas.

Guia de ajuda para ler Os Maias


  1. Não vou dizer que é um livro que se lê num instante ou de fácil leitura porque não é. Embora não tenha uma linguagem muito complicada é um livro antigo e, por isso, cheio de descrição pormenorizada. Já fiz um post de ajuda para ler livros "aborrecidos" que podem ver aqui-> http://adolescenteslegiveis.blogspot.pt/2012/08/ola-como-todos-sabem-os-livros-que-nos.html
  2. Conservem a nossa cultura. Para mim, ler Os Maias é quase tão essencial como respirar visto que faz parte da cultura portuguesa que nós, como um povo, devemos preservar.
  3. Leiam agora e não mais tarde. É mais fácil ler Os Maias quando se é adolescente do que deixar nos arquivos do "Mais tarde faço quando for adulto". Quem não aproveita a primeira oportunidade é natural nunca vir a lê-lo.
  4. Comecem a ler um bocado antes de o estudarem na escola. Um dos meus erros ao ler Os Maias foi começar a lê-lo quando começamos a estudá-lo, o que o transformou num dos muitos "livros escolares" que somos obrigados a ler. Tentem ler antes de Os Maias se tornarem num grande esquema de metáforas, adjetivações, crónicas de costumes, personagens tipos e essas coisas.
Aconselho TODA a gente a ler Os Maias visto que é um clássico da nossa literatura portuguesa. Gostava de saber se algum de vocês já o leu e qual foi a vossa experiência com ele. Boas Leituras ;)

sábado, 6 de abril de 2013

The Perks of Being a Wallflower

Oláá! O livro de que vou falar vai ser um bocado diferente do habitual porque é em inglês (visto que não foi publicado em Portugal (-.-). O livro é... ... (*drums*) ... "The Perks of Being a Wallflower" de Stephen Chbosky!!!

          Sinopse: Charlie está a começar o seu primeiro ano de liceu sem ser nada popular. É tímido, introvertido, inteligente mas não muito sociável. Ele é "invisível", tentando viver a sua vida ao mesmo tempo que tenta fugir dela. Charlie está a tentar descobrir o seu caminho através de território desconhecido: o mundo dos primeiros encontros, os dramas de família e dos novos amigos, o mundo do sexo, das drogas... quando tudo o que é preciso é aquela canção naquela estrada para se sentir infinito.

       Minha critica: Adorei, adorei, adorei este livro. Tive vontade de o ler desde que vi o filme (podem ver mais detalhes se continuarem a ver o post ;) ) e como sabia que não estava publicado em português decidi tentar lê-lo em inglês e consegui ^^. O livro está todo escrito em cartas de Charlie para alguém (como se fosse um diário) e vai contando a sua vida pelo seu primeiro ano como caloiro de secundário. A estória engloba problemas de todos os géneros sofridos na adolescência em relação a família, namoros, amigos, festas... As personagens são excelentes, originais mas sem deixarem de ser reais. Charlie é super fofinho em todo o livro, é uma personagem sensível, vulnerável, que pensa em tudo "vendo sempre a ternura das coisas". O livro não é chato, lê-se rapidamente e parece que a estória está a ser contada mesmo para o leitor devido a serem cartas.

                Filme: Foi feito um filme em 2012 a partir do livro e é tão bom como o livro (o que é super raro) *o*. O escritor do livro também é guionista e foi ele que fez o guião para o filme, o que acabou por tornar o filme numa cópia real do livro (sem ser exatamente exatamente igual ao livro, claro, mas transmitindo as mesmas sensações que o livro nos transmite). Deixo aqui o trailer: 


Leiam o livro, vejam o filme, façam os dois... mas não deixem que esta maravilhosa estória vos passe ao lado ;) Boas Leituras = ) 


quarta-feira, 27 de março de 2013

Excertos Preferidos 6

Olá! Hoje venho fazer mais um post de "Citações Preferidas" que já não faço há bastante tempo ^^'
Este "Citações Preferidas" vai ser um bocado diferente porque só vai conter citações de um livro:"Cidades de Papel" . Este está cheio de passagens lindas que queria partilhar com vocês.


  • " - Q, tu vais entrar na Duke. Vais ser um advogado-ou-seja-lá-o-que-for bem-sucedido, e vais casar-te e ter filhos, e viver toda a tua vidinha, e depois vais morrer e, no teu último suspiro, quando estiveres a engasgar-te com a tua própria bílis num lar, vais dizer a ti mesmo: 'Bem, desperdicei o raio da minha vida toda, mas pelo menos forcei a entrada no SeaWorld com a Margo Roth Spiegelman no meu ano de finalista do secundário. Pelo menos carpei aquele diem.'"

  • "Quer dizer, chega um momento em que tens de parar de olhar para o céu, caso contrário, um destes dias baixas finalmente o olhar e descobres que também flutuaste para longe."

  • "Se 'O que é a erva?' tem uma resposta tão complicada, pensei, também o deve ter a pergunta 'Quem é Margo Roth Spiegelman?'. Como uma metáfora tornada incompreensível pela sua ubiquidade, havia espaço suficiente no que ela me deixara para imaginar inúmeros cenários, para um conjunto infinito de Margos."

  • "Por isso não conseguia imaginá-la como uma pessoa capaz de sentir medo, capaz de se sentir isolada numa sala cheia de gente, que podia ter vergonha de falar sobre a sua coleção de discos por se tratar de algo demasiado pessoal para partilhar. Alguém capaz de ler livros de viagem para fugir a ter de viver numa cidade para onde tantas pessoas fogem. Alguém que, por não haver ninguém que pensasse nela como uma pessoa, não tinha ninguém com quem falar."

  • "É difícil ir embora... até nos irmos embora. E depois é o raio da coisa mais fácil do mundo."

Espero que tenham gostado. Gostava muito (mesmo muito) de saber quais são os vossos excertos preferidos de livros. Boas Leituras =)

Cidades de Papel

Olá! Enquanto estou na minha "aventura" de ler "Os Maias", acabei de ler o novo livro publicado de John Green, "Cidades de Papel".

          Sinopse: (vou copiar a do livro, concordo com ela) "Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos e amigos de infância, mas há vários anos que não convivem de perto. As suas personalidades não podiam ser mais opostas, e foram justamente a irreverência e o espírito de aventura de Margo que sempre seduziram um Quentin muito mais tímido e reservado. Agora que se reencontraram, nas vésperas do baile de finalistas da escola que ambos fequentam, as velhas cumplicidades são reavivadas, e Margo consegue convencer Quentin a segui-la num engenhoso esquema de vingança. Mas Margo, sempre misteriosa, desaparece inesperadamente, deixando a Quentin uma série de elaboradas pistas que ele terá de descodificar se quiser alguma vez voltar a vê-la. Mas quanto mais perto Quentin está de a encontrar, mais se apercebe de que desconhece quem é verdadeiramente a enigmática Margo."

          Minha crítica: De todos os livros que li de John Green (À Procura de Alaska e A Culpa é das Estrelas) este é o que menos gostei. Tem algumas parecenças com "À Procura de Alaska" porque também gira à volta da busca de uma rapariga diferente que lida com problemas do seu interior. O livro é um bocado "parado" e está "coberto" de metáforas (já caraterísticas da bonita escrita de John Green) que têm de ser bem analisadas para se perceber o enredo na totalidade. No fundo fala do facto de nós não olharmos para as outras pessoas à nossa volta como sendo pessoas com os mesmos anseios, desejos, sonhos e medos que nós e de imaginarmos uma pessoa diferente do que ela é aos olhos de outra (não sei se me fiz perceber, é um bocado difícil de explicar :s). Mais uma vez, John Green cria personagens reais com caraterísticas originais e diálogos hilariantes. Disse no início que não gostei muito do livro COMPARANDO com os outros dele porque a personagem da Margo toma decisões ao longo da estória que eu não entendi, no fundo, não consegui perceber a personagem e achei-a meia "estúpida" por fazer o que faz. Acho que é um daqueles livros que vou voltar a ler numa fase diferente da minha vida, e quando o fizer, vou ter outra perspetiva em relação a determinadas passagens. Também descobri cenas fixes acerca do termo "cidades de papel" mas esse deixo a quem tiver curiosidade em ler o livro ;)

Aconselho este livro a todos que gostem de mistérios, romance, escrita poética ou aqueles que já estejam familiarizados com a escrita de John Green e gostem tanto dele como eu :D Boas leituras