segunda-feira, 7 de abril de 2014

Excertos Preferidos 8

Bom dia :) 
Já não me lembro da última vez em que fiz um post de citações preferidas... A verdade é que os últimos livros que tenho lido não são lá muito inspiradores X) mas finalmente consegui juntar citações suficientes para fazer este post.


  • Will Grayson, Will Grayson de John Green e David Levithan


          "The part I enjoy most is not the doing, but the noticing. Noticing the way she smells like oversugared coffe, and the difference between her smile and her photographed smile, and the way she bites her lower lip, and the pale skin of her back. I just want the pleasure of noticing these things at a safe distance - I don't want to acknowledge that I am noticing. I don't want to talk about it or do stuff about it."
          (A parte que mais gosto não é o fazer, mas o notar. Notar a maneira como ela cheira a café açucarado de mais, e a diferença entre o seu sorriso e o seu sorriso de fotografia, e a maneira como ela morde o seu lábio de baixo, e a pele pálida das suas costas. Só quero o prazer de poder apreciar estas coisas a uma certa distância - não quero aperceber-me que estou a notar. Não quero falar sobre isso ou fazer coisas em relação a isso.)

          "When things break, it's not the actual breaking that prevents them from getting back together again. It's because a little piece gets lost - the two remaining ends couldn't fit together even if they wanted to. The whole shape has changed."
          (Quando as coisas partem, não é o próprio "partir" que impede as coisas de voltarem a estar juntas outra vez. É porque uma pequena peça fica perdida - Os dois finais não conseguem juntar-se mesmo que quisessem. Toda a forma foi mudada.) 

          "(...)that's it - hundreds of texts and conversations, thousands upon thousands of words spoken and sent, all boiled down into a single line. Is that what relationships become? A reduced version of the hurt, nothing else let in.It was more than that."
          ((...) e é isto - centenas de mensagens e conversas, milhares e milhares de palavras faladas e mandadas, tudo resumido numa simples frase. É nisso que as relações se tornam? Uma versão reduzida da dor, não deixam entrar mais nada. Era mais do que isso.)

  • Sangue Quente de Isaac Marion
          "Por vezes é um alívio. Lembro-me da urgência, da fome insaciável que controlava a minha vida e as vidas dos que me rodeavam. Por vezes, sinto-me contente por estar livre disso. Há menos problemas. No entanto, o facto de termos perdido a que é a mais básica de todas as paixões humanas poderá explicar sucintamente a perda de tudo o resto. As coisas ficaram mais calmas. Mais simples. E esta é talvez a maior prova de que estamos mortos."

Bem e é isto. Espero que gostem destes excertos. Gostava de saber quais são os vossos recentes excertos preferidos. Também gostava de saber se queriam ver uma crítica ao livro "Sangue Quente". Boas Leituras =)

segunda-feira, 31 de março de 2014

Crítica "Legend"

Olá!!

Peço imensa desculpa mas ontem não deu mesmo para publicar nada por isso aqui vem o esperado post de domingo com um dia de atraso ^^'
Hoje trago a crítica do primeiro livro de uma trilogia, "Legend" de Marie Lu.

          Sinopse: (vou colocar a do livro porque acho que explica bem a estória) "Ambientado na cidade de Los Angeles em 2130 D.C., na atual República da América, conta a história de um rapaz - o criminoso mais procurado do país - e de uma jovem - a pupila mais promissora da República -, cujos caminhos se cruzam quando o irmão desta é assassinado e a ela cabe a tarefa de capturar o responsável pelo crime. No entanto, a verdade que os dois desvendarão torna-se uma lenda."

          Minha crítica: Comecei a ler este livro a pensar que seria mais uma estória banal de sociedades utópicas mas depois de passar a primeira página fiquei presa ao livro. Demorei uma semana a lê-lo, algo que já não acontecia há algum tempo. É uma estória simples, com pés e cabeça que se torna real e possível num futuro próximo. O cenário está muito bem estruturado, e ganha vida e faz o leitor acreditar no que está a ler. Apaixonei-me completamente pelas personagens (por todas mas em especial por June e Day). A sua motivação e coragem no meio do caus mas ao mesmo tempo a compaixão e amor por aqueles mais próximos foram a receita ideal para estes dois protagonistas. Neste ambiente junta-se ainda uma bela estória de amor proibido que vai alegrar aqueles mais românticos.

Aconselho este livro a todos. Tem ação, aventura, mistério, romance e um ambiente revolucionário ideal para rapaz ou rapariga. Até ao próximo Domingo. Boas Leituras =)



domingo, 16 de março de 2014

Ajuda Precisa-se!

Bom Domingo!

          Não sei se vos costuma acontecer mas ultimamente não consigo acabar nenhum livro. As histórias parecem todas iguais, não há novidades e demoro imenso para conseguir acabar um livro. Preciso de livros novos, de ler alguma coisa diferente, um livro independente sem fazer parte de uma sequela. E é nestas situações que eu normalmente peço ajuda aos meus leitores. Que livros é que estão a ler neste momento? Que livro é que me aconselham ou acham interessante? Quero saber tudo! Até ao próximo Domingo, Boas Leituras =)

domingo, 9 de março de 2014

A Culpa é das Estrelas - Filme

Bom domingo : ) 


          Hoje trago-vos a apresentação do trailer The Fault In Our Stars, adaptação do livro de John Green! 
          A maioria das vezes não gosto nada de adaptações porque acho que "estragam" um bocado o livro mas, sinceramente, estou bastante entusiasmada em relação a esta. Já há algum tempo que queria ver um dos fabulosos livros de John Green transformado em filme (ainda fico à espera de "À Procura de Alaska"). Vamos todos fazer "figas" para que o filme seja tão bom como o livro. O filme vai sair brevemente em Portugal e eu gostava de lê-lo outra vez porque há determinados detalhes que já não me lembro. Aqui está o trailer:  


Digam-me o que acham do trailer e se vão ou não ver o filme. Boas Leituras =)

domingo, 2 de março de 2014

Will Grayson, Will Grayson

Bom Domingo, caros leitores!

Hoje trago para vocês uma crítica de um livro de John Green feito em parceria com David Levithan: "Will Grayson, Will Grayson".

          Sinopse: Numa noite fria, numa improvável rua de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Dois adolescentes com o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo sendo de ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar numa aventura de épicas proporções. 

         
          Minha crítica: Tinha saudades de ler um livro de John Green e numa viagem à Fnac decidi comprar um em inglês escrito por ele e por David Levithan. Mais uma vez, a escrita de John Green foi arrebatadora mas, infelizmente, foi a única coisa que salvou este livro. Gostei imenso das partes que eram escritas por John Green mas as de David Levithan eram depressivas e sem nexo. Não gostei muito da estória contada, era mais uma experiência do que uma estória com pés e cabeça. Parecia que não tinha nenhum fio condutor e acaba de uma maneira que eu não achei épica nem interessante. Odiei a personagem "Tiny" que no início mostra-se como personagem secundária mas acaba por tornar-se a principal, algo que também não entendi. A escrita de John Green nunca desiludiu ao longo do livro, cheio daquelas metáforas e humor subtil que ele tão bem consegue fazer.

Embora não tenha gostado da estória deste livro (gostei mais da escrita e do conceito em geral) não quer dizer que vocês não experimentem. Caso leiam gostava de saber a vossa opinião ;) Até ao próximo domingo. Boas Leituras =) 

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Scarlet

Olá!!
Tenho uma novidade/pequena mudança no Blog. Para fazer com que os meus posts sejam mais frequentes vou fazer um todos os domingos (e assim já não tenho de deambular perdida durante a semana sem nada planeado XD). Hoje trago a crítica ao livro "Scarlet" de Marissa Meyer, o segundo livro das "Crónicas Lunares".

          Sinopse: O livro começa com Cinder na prisão a tentar elaborar um plano para escapar. Se for bem sucedida, irá tornar-se na fugitiva mais procurada da Comunidade. "Do outro lado do mundo, a avó de Scarlet Benoit desapareceu." Enquanto procura a avó, Scarlet acaba por descobrir que ainda há muitas coisas sobre a avó que desconhece. "Quando Scarlet encontra Wolf, um lutador de rua que poderá ter informações sobre o paradeiro da avó, sente-se relutante em confiar nele, mas ao mesmo tempo sente-se inexplicavelmente atraída. Os caminhos de Scarlet e Wolf acabam por se cruzar com o de Cinder. "Além de todos os problemas em que estão mergulhados, ainda terão de antecipar os passos da maléfica rainha Levana, que fará qualquer coisa para que o belo príncipe Kai se torne seu marido, seu rei, seu prisioneiro."

          Minha crítica: No início estava a adorar este livro. Tinha altas expectativas em relação a ele porque o primeiro da coleção tinha sido fantástico. À medida que a história vai continuando, a ação vai-se tornando chata, um bocado parada e repetitiva. No primeiro livro tinha adorado as diferentes perspetivas das personagens mas neste já não gostei tanto porque ajudou a tornar o livro parado. Sinto que este é um livro de passagem no meio desta coleção, para preparar para o terceiro que espero mesmo seja igual ou melhor que o primeiro. Mas para contrabalançar isto tudo, a escrita é excelente e mais uma vez, a escritora conseguiu transportar-nos para um mundo que parece real e nos faz acreditar que aquilo pode muito bem chegar a ser o futuro da humanidade. A adaptação do conto de fadas (que neste livro foi Capuchinho Vermelho) também está muito bem feito e conseguimos reconhecer ao longo da história o conto de criança que todos nós conhecemos.

Bem, é isto. Aconselho este livro àqueles que leram Cinder e gostaram. Podem ver a crítica a Cinder aqui:   http://adolescenteslegiveis.blogspot.pt/2013/01/cinder.html Até ao próximo Domingo ;) Boas Leituras =)

domingo, 26 de janeiro de 2014

Mais Um Bocadinho Da Minha História

Olá!! Espero que tenham passado um fantástico Natal : ) trago para vocês mais um bocadinho da minha história! Esta é a continuação do primeiro capítulo.

          "Uma pancada na porta acaba com os seus pensamentos. George entra na sala e, ficando na porta, diz numa mistura entre tristeza e aflição:
          - Já soubeste das notícias?
          Lydia não diz nada, apenas afirma num gesto de pouco ânimo com a cabeça. George atravessa a sala em dois passos e, segurando a cara de Lydia entre as suas mãos, deposita-lhe um simples beijo na sua testa. Lydia fecha os olhos esperando assim guardar aquele momento na sua mente. No seu rosto, uma única lágrima sai-lhe dum olho e escorrega entre as suas feições. George olha para ela acariciando a sua cara com o polegar.
            - Ei, vai ficar tudo bem.
          E agora chorava, não se conseguindo conter. "Quantas lágrimas tenho eu cá dentro, afinal? Já não tinha chorado tudo algumas horas atrás?". E agora gritava e chorava ao mesmo tempo.
          - Não, não vai ficar bem- É o nosso fim, não percebes? Andámos a construir as nossas vidas, a estudar, a trabalhar desde crianças e agora isto! É horrendo! É... É... - e concluiu num sussurro - não é justo.
             - Eu sei, eu sei.
          Lá fora, tinha parado de chover. O jardim da casa estava coberto por uma película fina de água e uma borboleta voava entre as flores. Olhando para cima estava um arco-íris, a despedida da chuva antes de ter ido embora. Um sentimento de nostalgia e uma memória de criança apareceram.
             Lydia deu uma pequena risada, completamente desprovida de humor.
          - Um arco-íris. É engraçado. Quando era pequenina ficava horas a olhar pela janela sempre que chovia esperando que no final aparecesse um arco-íris e pensava no que estaria em cada ponta. E sonhava que um dia, descobriria o segredo desse mistério. Como quando dizem que no fim do arco-íris está um grande pote de ouro capaz de salvar o mundo da sua desgraça. Ansiava um dia poder descobrir esse monte de ouro... Ah, como era tola! Mas acho que todas as crianças o são... sinceras, sonhadoras, não pensam no mundo nem na consequência dos seus atos.
             George sorriu encantado não pela suave voz da sua esposa, o que muitas vezes acontecia, mas pelo seu pequeno discurso.
          - Olha, vai correr tudo bem. Agora mais do que nunca temos de aproveitar cada momento das nossas vidas. - George envolve a mulher com os seus braços, tentando reconfortá-la - E talvez daqui a uns dias venham descobrir que afinal ainda temos mais uns milhares de anos até isto tudo explodir pelos ares. A sério, vai tudo correr bem, confia em mim. - disse George num sussurro tentado ele próprio acreditar que tudo acabaria bem.

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          E como já não tenho postado há algum tempo deixo-vos uma surpresa e deixo-vos com um texto que escrevi na semana passada. Espero que gostem ^^

Saudade          
Via-a em todo o lado para onde olha-se. Via-a no céu, nas estrelas, nos raios de sol, na lua (tanto cheia como crescente). Via-a nas paredes da sala, nas paredes do quarto, nas paredes da sala de aula. Via-a nos livros que lia, nos filmes que via, nas histórias que ouvia. Às vezes tentava dar-lhe uma forma. Algo que a torna-se física e presente. Imaginava como seria ver o ser rosto, o seu corpo ou, indo até mais longe, a sua alma. Imaginava-a em lágrimas, em sorrisos, em gargalhadas de pessoas que talvez imaginem algo completamente diferente. Ela passava por todo o lado. Passava por todos sem deixar ninguém de fora. Quase sempre passava subtilmente, sem ser notada. Às vezes, deixava uma marca, uma lembrança tão grande que permanecia até ao final da vida.
Sim, é verdade. Via-a... Via-a tão intensamente que a falta dela parecia insuportável.

Espero que tenham gostado dos dois textos. Por favor, comentem a dizer a vossa opinião para saber se continuo a fazer posts deste género. O próximo será uma crítica ao livro "Scarlet". Boas Leituras = )